Promessa de reduzir tempo de resposta não foi cumprida, dizem gamers.Empresa explica que servidor nos Estados Unidos é exclusivo para o Brasil.
"League of Legends" é um dos games mais jogados na atualidade em todo o
mundo e, com a chegada oficial do título no Brasil - prevista para
agosto -, os fãs do jogo de ação on-line que participam de confrontos em
servidores norte-americanos querem trazer suas contas para o país,
utilizando um servidor localizado no nosso território.
Para eles, a promessa do game em território brasileiro significa que o
"ping" - tempo de resposta do game - seria bem menor do que quando
jogado em servidores nos Estados Unidos. A prática, no entendimento dos
fãs, não é bem assim.
Com o teste fechado de "League of Legends" no Brasil, a Riot Games,
empresa do jogo, distribuiu chaves de acesso, permitindo que jogadores
daqui pudessem participar de batalhas com o game em português. Mas o que
eles realmente queriam era poder jogar com um "ping" mais baixo.
Nos jogos on-line, "ping" é o termo para a latência da rede – o tempo
que leva para que um pacote de informações trafegue até o destino e
volte, de acordo com o colunista de segurança digital do G1,
Altieres Rohr. Se latência for alta, o jogador terá um game que não
responde aos comandos em tempo real. Por exemplo, em um jogo de tiro, um
jogador que já morreu não pode continuar atirando, mas a latência alta
pode impedir que ele "saiba" que morreu, porque essa informação ainda
não chegou.
Rohr explica que esse tempo de ida e volta das informações depende da
localização dos dois sistemas e da forma como estão conectados à
internet: discada, rádio, satélite, ADSL – a velocidade da conexão não
tem influência direta sobre a latência. Existe um limite físico na
velocidade com que as informações trafegam nos cabos de rede e de fibra
ótica e isso é somado a outros dois fatores: a rota física das
informações – o caminho feito pelos cabos – e os equipamentos
intermediários que gerenciam o tráfego da internet, chamados de
roteadores. Quanto mais longe um computador está do outro, a tendência é
que existam mais roteadores, e cada um atrasa um pouco mais a "viagem"
das informações.
"[A Riot Games] falou que todo o mundo teria ping 10, mas, na média, o
ping é alto, beirando os 130", afirma o estudante Ricardo Ribeiro, de 22
anos. "Pelo [endereço] IP, localizaram onde estava o servidor, que não
era no Brasil e, sim, em Miami, nos Estados Unidos".
O analista Ricardo Alves Marchisete, de 21 anos, conta que uma das
vantagens que viu em poder jogar "League of Legends" no Brasil seria na
redução do "ping". "Como o teste é feito em um servidor nos EUA, o ping
não mudou nada". Para ele, a diferença ficou apenas na tradução dos
textos do jogo e nas vozes dubladas dos personagens.
Ao G1, a Riot Games afirma que não existe um servidor
localizado dentro do território brasileiro para "League of Legends".
"Não existe servidor local. Existe apenas um único servidor em Miami.
Essa decisão foi tomada com o objetivo de realizarmos testes e
disponibilizarmos o game para o brasileiro o quanto antes" afirma Felipe
Gomes, marketing manager da Riot Games no Brasil. O executivo afirma
que o servidor "é brasileiro e exclusivo para jogadores do país" e que
"ele apenas não é localizado no Brasil da mesma forma que diversas
outras empresas de games estruturam seus servidores".
"Vale ressaltar que a escolha por Miami foi a alternativa mais ágil até
termos uma solução permanente e melhor, na qual estamos trabalhando, e
que irá garantir o ping verde para os jogadores no Brasil", disse.
O executivo da Riot Games entende que os primeiros testes indicavam
"ping verde" para todo o Brasil com a solução atual do servidor da
empresa, mas o resultado não foi o esperado. "Como o resultado final não
foi a contento e não conseguimos cumprir a promessa de oferecer 'ping
verde' para todos os jogadores, estamos testando e analisando as
possibilidades que temos para garantir o ping verde para todos os
brasileiros", afirma.
Enquanto esperam pelo game, que tem lançamento oficial previsto para
agosto, os fãs fazem protestos nos fóruns da empresa. Um abaixo assinado
(clique aqui para acessar)
pede que os gamers não entrem no servidor brasileiro de "League of
Legends" se as máquinas não forem localizadas no país e o "ping" for
mais alto do que 100.
Segundo os jogadores, há a possibilidade de, mesmo após o lançamento
oficial de "League of Legends" no Brasil, os fãs continuarem jogando ou
se inscreverem no game para jogar em servidores norte-americanos, já que
a qualidade da conexão deve ser a mesma.
"Nunca nos pronunciamos com relação ao número do ping", esclareceu Gomes em comunicado ao G1, por e-mail, na noite desta sexta-feira. "O que foi declarado foi o fato de que ofereceremos um ping verde (o que pode ocorrer com um ping de até 130). Nosso compromisso no momento é trabalhar para oferecer ao jogador a melhor experiência possível e estamos tomando todas as providências para isso", concluiu.
"Nunca nos pronunciamos com relação ao número do ping", esclareceu Gomes em comunicado ao G1, por e-mail, na noite desta sexta-feira. "O que foi declarado foi o fato de que ofereceremos um ping verde (o que pode ocorrer com um ping de até 130). Nosso compromisso no momento é trabalhar para oferecer ao jogador a melhor experiência possível e estamos tomando todas as providências para isso", concluiu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário