À primeira vista, isso é uma regressão, mas uma das maiores perdas de tempo nos jogos anteriores era justamente gerenciar os montes de equipamentos em cada um dos seus patapons. O menor número facilita o gerenciamento e dá margem a mais experimentação com classes diferentes.
Antes, mudar de classe era uma tarefa tediosa e muitos mantêm o mesmo time básico de Yumipons, Yaripons e Tatepons até onde era possível para não ter o trabalho de escolher novamente todas as armas, armaduras, escudos e elmos. Agora, o processo é simples e tem um incentivo extra na forma de habilidades equipáveis que podem ser usadas em diferentes classes.
“Patapon 3” é obviamente voltado para jogadores veteranos da série, pois desta vez não existem estágios de tutorial que explicam detalhadamente a função de cada um dos tambores e suas combinações. Aqui, todos os tambores e quase todas as canções estão liberados desde o início. Mesmo classes avançadas que demoram horas para serem liberadas nos jogos anteriores como os Robopons e Mahopons são facilmente abertas depois dos primeiros estágios.
O foco é oferecer um jogo mais dinâmico que recompense mais a estratégia de se escolher as classes certas do que passar horas enfrentando Dodongas atrás de materiais raros: tanto que agora o aumento de habilidades do seu exército é baseado em um simples sistema de experiência. Equipamentos ainda têm um papel vital, mas agora é muito mais fácil conseguir itens e materiais.
Os dois primeiros “Patapons” eram jogos que transbordavam charme na sua apresentação com mecânicas experimentais que buscavam o balanceamento. “Patapon 3”, por outro lado, deixou de lado um pouco da sua personalidade e se foca em facilitar a sua jogabilidade. Como o vídeo de abertura atesta, é um pouco desconcertante, principalmente para veteranos da série, mas por baixo das mudanças existe um jogo superior aos anteriores, e é um feito admirável da desenvolvedora, que não teve receio de evoluir a fórmula, mesmo correndo o risco de alienar os fãs.
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