Clássico dos quadrinhos de aventura vira videogame e promete ser fiel às origens e ao filme de Steven Spielberg e Peter Jackson.
Intitulado “The Adventures of Tintin: The Game”, o game recebeu uma participação ativa de Speilberg e de Peter Jackson na produção. Desenvolvido pelo estúdio da Ubisoft em Montpellier, na França, o game promete recriar o mundo de “Tintin” sem perder a identidade clássica da série.
Ao contrário do game “Tintin in Tibet”, lançado nos anos 1990 para PC, Super NES e Mega Drive, entre outros, a versão atual tem produção de primeira linha e promete não seguir a velha máxima de que jogos baseados em filmes são ruins. O enredo acompanha os eventos que se desenrolaram nos livros O Caranguejo das Tenazes de Ouro, O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham. A ideia é permitir que o jogador explore a cidade de Bagghar, o lendário navio Karaboudjan do Capitão Haddock e até o palácio Ben Salaad.
“Estamos empolgados com a oportunidade de trabalhar na icônica franquia de Tintin com produtores tão renomados como Spielberg e Jackson”, disse Yves Guillemot, diretor da Ubisoft, em nota à imprensa. “Nossa equipe de desenvolvimento em Montpellier trabalhou bem próxima aos produtores do filme para garantir que o jogo mantenha os momentos mágicos do filme e a experiência de completa imersão do universo de Tintin.”
Partidas individuais ou co-op
O modo single-player do jogo promete uma mistura de ação, combates aéreos, lutas com espadas, corridas e solução de enigmas, que é a especialidade do protagonista. No modo multiplayer, os jogadores poderão trabalhar em equipe nos mapas inspirados nos sonhos do Capitão Haddock.
“As aventuras de Tintin” são perfeitas para o mundo dos videogames, porque sempre carregam doses cavalares de ação, aventura, mistério e muitos enigmas curiosos baseados em eventos histórico-antropológicos. A grande crítica que se faz às aventuras de Tintin é que elas carregam certa dose de preconceito: perceba que os bandidos são quase sempre muçulmanos, árabes ou sul-americanos. Os índios são sempre uns coitadinhos e o branco europeu é o heroi altruísta que quer o bem da humanidade.
Mas também é preciso considerar que os enredos originais foram escritos há cerca de 1990 anos, ou seja, determinados estereótipos eram muito fortes na cultura franco-belga da época. Isso não tira o brilho das aventuras, que são divertidas, instigantes e inesquecíveis.
Se conseguir manter essas características tão próprias do mundo de “Tintin”, o game deve quebrar a maldição de jogos ruins para filmes blockbusters e ainda fazer um final de ano mais divertido para os antigos fãs.
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