“Call of Juarez: The Cartel” começou a gerar dúvidas na época de seu anúncio. A Ubisoft apontou que o game se passaria nos tempos atuais e não no conhecido ambiente do Velho Oeste norte-americano. Enquanto esperávamos uma experiência de cowboys digna, já que “Red Dead Redemption” chegou pra ninguém botar defeito, tivemos a notícia de que outra série que prezava pelo bangue-bangue no Velho Oeste havia abandonado a fórmula.
Não sabemos ainda motivo de levar “Call of Juarez” para os tempos atuais, mas a história de “The Cartel” coloca três agentes (um do FBI, outro da DEA e um terceiro da polícia de Los Angeles) em uma briga contra o tráfico de drogas entre Los Angeles e o México.
E para que o jogo tenha alguma ligação com os anteriores, um dos personagens, o policial Ben McCall, é apresentado como um descendente dos irmãos presentes nos títulos anteriores. Aqui, você precisa escolher entre um dos três agentes, coisa que não tem diferença alguma durante a campanha, a não ser frases bestas e que se tornam enjoativas e forçadas durante a aventura.
Para completar, a diversão é seriamente comprometida pela falta de realismo e péssima física do game. Carros parecem patinar em uma pista de gelo enquanto são guiados e não sofrem nenhum dano ou impacto quando colidem. E nem precisa falar das missões repetitivas e pouco variadas, que combinam com os inimigos – uma trupe de traficantes portando pistolas, metralhadoras e bandanas.
Poder jogar com até mais dois amigos até que é legal, torna a experiência um pouco mais divertida, já que há pequenas missões e “deslizes” que o jogador pode cometer sem que os outros vejam. Exemplo: ligações no celular de seu personagem pedindo que alguma “sujeira” seja realizada. Se você resolver se corromper, pode desenvolver seu personagem mais rapidamente. O mesmo funciona com a coleta de itens como tijolos de drogas, tudo sem seus parceiros verem. Se não, a experiência que você levaria nessas ações vão para eles.
No mais, a jogatina funciona como qualquer outro FPS mediano. Os gráficos dos personagens e animações não são tão legais quanto os detalhes dos cenários e os armamentos, granadas e jogabilidade funcionam de forma genérica – e, muitas vezes, cheia de bugs. Os tiroteios, diálogos, perseguições de carro e cenas de ação já foram vistos de forma melhor em outros títulos de gerações anteriores, o que torna a experiência do jogo entediante.
Apesar de haver o modo online, “Call of Juarez: The Cartel” não convence e é uma clara regressão da série. Ao invés de seguir a linha de shooter consistente e denso, com cenários fortes e uma narrativa interessante como seus episódios anteriores, a escolha foi de modernizar, usar comandos confusos na troca de armas e munições, tornando o game genérico e dispensável.
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